Uma prisão em flagrante costuma deixar a família sem saber onde a pessoa está, o que acontecerá nas horas seguintes e quais informações são importantes. Antes de tentar resolver tudo ao mesmo tempo, é preciso organizar o que se sabe e buscar orientação adequada.
Quais informações reunir
Se estiverem disponíveis, anote o nome completo da pessoa presa, data de nascimento, cidade, local e horário aproximado da prisão. Também é útil saber qual autoridade realizou a abordagem e para onde a pessoa foi encaminhada.
Não ter todas essas informações não impede o primeiro contato com a defesa. Elas servem como ponto de partida para compreender a situação.
O que é analisado pela defesa
Cada prisão precisa ser examinada a partir das circunstâncias concretas. Entre os pontos relevantes estão o motivo informado para a prisão, os documentos produzidos, a forma como ocorreu a abordagem e a etapa em que o procedimento se encontra.
A defesa também orienta o cliente e a família sobre os próximos atos e sobre os cuidados necessários com informações, documentos e comunicações relacionadas ao caso.
Evite divulgar detalhes do caso
Mensagens, áudios, publicações e conversas podem circular além das pessoas envolvidas. Por isso, detalhes do caso devem ser tratados diretamente com a defesa, em ambiente protegido pelo sigilo profissional.
Quando procurar orientação
O contato com uma advogada pode ser feito assim que a família toma conhecimento da prisão. Não é necessário esperar o horário comercial para encaminhar uma urgência criminal.
Este texto é informativo. As medidas possíveis dependem da análise individual dos fatos e documentos.
Texto de caráter informativo. A análise jurídica depende das circunstâncias de cada caso.
Karoline Freitas
Advogada · OAB/ES 24.109